SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA

 
  |  Site H.Ellis  |  Home  |  Edições Anteriores |  Contato  |  Expediente |  Instruções aos autores  |  Índice Remissivo  |  Links  |

VEJA AQUI OS ARTIGOS DESTA EDIÇÃO:

Volume 03 - número 01 - Setembro / Outubro - 2006


Carta aos leitores
• Mensagem para os leitores

Homenagem
• Homenagem ao Moacir Costa


Disfunções Sexuais
• Possíveis aplicações dos nanorobôs na medicina sexual: um artigo de revisão

• A terapia combinada médico-psicológica no tratamento da disfunção erétil

• Homens e mulheres: parceiros ou competidores? Reflexões


Reprodução Humana
• Como as neoplasias do trato urinário e seu tratamento podem afetar a fertilidade do homem

• Gestação ectópica: opção de tratamento e prognóstico reprodutivo

• Síntese dos trabalhos em reprodução humana mais relevantes apresentados no congresso da AUA – American Urologic Association, realizado em Atlanta, Estados Unidos, em maio de 2006


 

volta
Volume 03 - Número 1 - Setembro / Outubro - 2006

Homenagem ao Moacir Costa

Pedro Puech-Leão

No começo da década de 80, no século passado, Sidney Glina e eu estávamos entusiasmados com as novas descobertas sobre a impotência sexual masculina. Embora a onda, naquele tempo, fosse acreditar que todos os casos tinham causa orgânica, nós sabíamos que isso era um exagero. Muitos pacientes eram impotentes por alterações psicológicas.

Para ajudar no grupo que começava, procurei alguns colegas psiquiatras. Usavam técnicas psicanalíticas; um deles me disse que, frente a um caso de impotência, primeiro pedia ao paciente que esquecesse ser impotente, e conversasse sobre sua vida durante algum tempo, para que a impotência se curasse como efeito colateral. Eu nada sabia, como hoje pouco sei, sobre psicologia ou psiquiatria. O fato, porém, era que os pacientes não queriam esse tratamento. Era o mesmo que dizer a alguém com um cálculo saindo pelo ureter que esqueça a dor e relaxe, que vai sair.
Foi aí que apareceu Moacir Costa. Vinha de um estágio na Cornell, onde havia trabalhado com a famosa Dra. Kaplan. Usava técnicas comportamentais e, principalmente, ia direto ao assunto com os pacientes. As coisas começaram a funcionar.

Moacir não tinha medo de inovar, não seguia cegamente nenhuma corrente. Criava técnicas de abordagem todos os dias, com cada novo paciente. Sem ser doutrinário, foi agregando à sua volta um número enorme de psicólogos que queriam aprender com ele. Foi um mestre criado pela necessidade.

Adorava o que fazia e, acima de tudo, escrever sobre o que fazia. Moacir produzia livros com facilidade; mal acabava um, já estava começando outro.

Foi ele quem trouxe para nosso grupo o José Mario Reis, e assim criou, com Sidney e comigo, a célula inicial do Instituto H. Ellis.

Os casais que Moacir Costa ajudou, pessoalmente, a deixar a aflição para uma vida sadia e feliz, contam-se em milhares. Se imaginarmos os que foram ajudados por outros, que aprenderam com ele ou simplesmente leram seus livros, provavelmente passam de dezenas de milhares.

Moacir nos deixou cedo, pois muito ainda poderia fazer. Mas o que fez, entre nós, já justifica uma vida.

 

topo


volta