Volume I - Número 1 - Julho/Setembro - 2004
Os adolescentes e o sexo
Margareth de Mello Ferreira dos Reis*
A adolescência é um período de transição entre a infância e a vida adulta, que coincide com o desenvolvimento físico caracterizado pela puberdade – fenômeno orgânico que envolve alterações físicas e hormonais de maturação do corpo. Nas meninas, ocorre a menarca (a primeira menstruação) e o aumento dos seios; nos meninos, as primeiras ejaculações espontâneas sem coito, o aumento do pênis e a mudança de voz - entre outras mudanças biológicas que capacitam o indivíduo para a procriação.
Pigozzi (2002) destaca que “a puberdade é a maturação do corpo, e a adolescência é a do ser”, tendo em vista que não bastam os corpos estarem maduros. Do ponto de vista psicossocial, o processo de amadurecimento, mesmo variando de indivíduo para indivíduo, em geral, tem exigido um período de tempo cada vez maior para a adaptação que resultará na maturidade emocional. Ao contrário da maturidade física, regida primordialmente por disposições genéticas e por leis biológicas, a maturação emocional depende de aspectos bastante subjetivos, modulados pela experiência de vida e sua elaboração psíquica.
Assim, a adolescência constitui um período turbulento, que envolve transformações emocionais, comportamentais e físicas iniciadas na puberdade e concluídas na idade adulta, de acordo com as influências culturais e sociais recebidas do ambiente no qual o indivíduo está inserido. Takiuti (2001) observa que o início do uso do termo “adolescência” ocorreu somente no fim do século XVII. Antes disso, não se registra atenção especial a esse período de transição, sendo que a entrada na puberdade era apenas o limite visível da transposição de “crianças” para a condição de “adultos”. A mesma autora aponta fatores sociais como a evolução da instituição escolar e também a da legislação, que em determinado momento passou a proibir o trabalho infantil, como dois dos principais fatores que “possibilitaram a elaboração do período da adolescência”.
Neste sentido, nas comunidades primitivas, a tradição define claramente os princípios e as normas de conduta e convivência entre os integrantes da comunidade, bem como os rituais que os preparam para a passagem de uma etapa de vida para outra. Na história de alguns povos, os rituais de passagem da infância para a adolescência representavam um período de aprendizado, visando a garantia da felicidade diante de uma nova condição social. De modo diferente, nas sociedades tradicionais, o saber é transmitido pela palavra e a criança é lançada precocemente no mundo adulto, não encontrando “apoio social organizado” capaz de identificar a efetiva passagem da infância para a adolescência, nem tampouco acolhimento para as emoções e inquietações decorrentes dessa experiência de transição (Takiuti 2001).
O ingresso na fase adolescente é marcado por imprecisões e indefinições que se estenderão até o término desta etapa, o que em geral leva o jovem a experiências para ele surpreendentes (Kusnetzoff 1993).
Cabe salientar que, embora a sexualidade esteja presente na vida dos indivíduos desde o momento do nascimento, é com o início da puberdade e do processo da adolescência que a sexualidade adulta se manifesta.
Freud, em suas investigações, trouxe à luz muitas informações até então ignoradas a respeito da sexualidade humana e tornou a psicanálise um dos saberes mais consistentes da sociedade do século XX. Sexualidade, conforme Laplanche (1998), “não designa apenas as atividades e o prazer que dependem do funcionamento do aparelho genital, mas toda uma série de excitações e de atividades presentes desde a infância que proporcionam um prazer irredutível à satisfação de uma necessidade fisiológica fundamental”, como a respiração, a fome, a função de excreção e o amor.
Freud (1975) foi um dos primeiros a abordar cientificamente o erotismo infantil. Segundo ele, a primeira fonte de prazer da criança é o seio da mãe, que oferece uma sensação de saciedade ao ser sugado durante a amamentação. É esta mesma sensação de prazer que a criança procurará reproduzir ao longo da vida, inicialmente oralmente, aprendendo a sugar o seio materno. Deste ponto de vista, o prazer está, inicialmente, ligado apenas à sensação de saciedade, ou seja, à capacidade de nutrir-se para preservar a existência. Ocorre que, aos poucos, o prazer sensorial produzido pela sucção torna-se independente da alimentação. E, a partir deste momento, a criança passa a eleger partes de seu próprio corpo como zonas erógenas, sendo a primeira delas a boca.
Conforme as descrições de Freud sobre as várias fases do desenvolvimento infantil – oral, anal e genital –, observa-se que o prazer infantil é primordialmente sensorial e essencialmente auto-erótico. No entanto, entre os cinco e dez anos a criança entra na fase denominada por ele de “latência”, definida como um período no qual a criança “esquece” de sua sexualidade. Ela reprime e afasta a sexualidade por que seu interesse está voltado para outros focos também relacionados ao seu processo de desenvolvimento.
Kusnetzoff (1982) salienta que a diferença mais importante entre a sexualidade infantil e a adulta é que, na primeira, ela é essencialmente não-genital. Portanto, caracteriza-se pelas significações decorrentes das ligações de afeto, carinho e das modalidades de relacionamentos vivenciados pela criança. Já no caso da sexualidade adulta, embora esta seja uma extensão de um processo que teve início na infância, sua vivência é essencialmente genital.
A sexualidade infantil se manifesta de forma multifacetada, desprovida de organização e da finalidade de um intercurso sexual, até mesmo pelo impedimento biológico próprio dessa etapa do desenvolvimento. Entretanto, todo o material acumulado inconscientemente durante a infância constituirá o perfil erótico do adulto.
As experiências vividas durante a infância retornarão na memória da vida adulta sob disfarces, disposições específicas para a vida amorosa e distorções, desenhando o caminho desse estágio da vida. Cabe enfatizar que o desenvolvimento psicossexual que ocorre na puberdade converge para o ressurgimento pulsional redobrado, resultante da eclosão endócrino-somática que atua como essência fisiológica desse processo.
Pulsão, para Laplanche (1998), refere-se ao “processo dinâmico que consiste numa pressão ou força (carga energética, fator de motricidade) que faz o organismo tender para um objetivo. Segundo Freud, uma pulsão tem a sua fonte numa excitação corporal (estado de tensão); o seu objetivo ou meta é suprimir o estado de tensão que reina na fonte pulsional; é no objeto ou graças a ele que a pulsão pode atingir a sua meta”.
Assim, a adolescência constitui um período difícil justamente por despertar ansiedades diante de situações que passam a ser encaradas como ameaçadoras dali por diante. Inseguranças em relação ao corpo, referentes à estatura e à aparência, assim como incertezas quanto às experimentações sexuais e a sentimentos de angústia, decorrentes da estranheza vivenciada em relação a si mesmo, acrescidos das pressões sociais que cercam o adolescente.
Muito embora a adolescência seja caracterizada por mudanças psicológicas, sociais e econômicas, sua vivência é particularmente diversa de um contexto sócio-cultural e econômico para outro, assim como esta é uma experiência que difere de um indivíduo para outro, conforme assinalam Trindade e Bruns (1999).
Sob essa premissa, Reis (2002) afirma que a cultura brasileira potencializa a mistura da sexualidade adulta com sua expressão no universo infantil, sem que sejam avaliadas as conseqüências dramáticas de tal situação no processo de desenvolvimento humano. A mesma autora esclarece que, no mundo contemporâneo, em que os objetos da sociedade de consumo são substituídos a todo o momento por outros “de última geração”, a mídia brasileira tem sido pródiga em criar apelos eróticos nas programações televisivas e publicitárias, cujo intento de seduzir para incrementar o consumo alcança o seu objetivo sem encontrar outros obstáculos que não o do poder aquisitivo. Conforme Lipovetsky (1983), o objetivo da sedução nos dias atuais tem fins que vão muito além dos limites das relações interpessoais. O autor explica que a vida atual está completamente governada por essa nova estratégia que tende a normatizar o consumo, as organizações, a informação, a educação e os costumes.
Assim, o modelo erotizado que as crianças têm assimilado desde muito cedo durante o desenvolvimento em curso tem sido estimulado muito mais por apelos sexuais transmitidos maciçamente pela mídia do que pela construção das descobertas feitas pela própria e respeitando seu ritmo individual de desenvolvimento.
Reis (2002) denominou “erotização precoce” o fenômeno contemporâneo provocado pelos efeitos dramáticos da exposição sensual que atinge as crianças, cujo aparato físico e psíquico não se encontram preparados para recebê-la. Isso porque, com os parcos recursos de sua identidade psíquica ainda em construção, a criança começa a internalizar valores que são incorporados e reproduzidos ainda sem a menor possibilidade de passar por um questionamento crítico sobre o que está sendo experimentado. A autora destaca a importância de distinguir a precocidade de uma criança do conceito de erotização precoce, pois neste último a criança sofre as conseqüências de uma brusca ruptura no seu processo de desenvolvimento normal para enfrentar valores de um mundo adulto ainda desconhecido e enigmático para ela.
É relevante lembrar que a sexualidade é uma característica inerente ao humano desde seu nascimento e o erotismo se inicia na relação da criança com a mãe através do contato sensorial gerador de prazer, seguindo com a sensualidade presente na troca afetiva entre pais e filhos.
As famílias criam seus filhos de acordo com normas definidas por valores e crenças sociais nas quais as pessoas se desenvolvem e seus relacionamentos prosperam. Contudo, face às mudanças das normas tradicionais decorrentes das transformações sociais aceleradamente acumuladas nas últimas décadas, pais de uma determinada geração não têm encontrado mais na geração anterior uma resposta para suas dúvidas a respeito do que seria o desenvolvimento normal de seus filhos (Breunlin et al 2000).
Talvez por não terem encontrado tempo e parâmetros adequados, muitos desses pais não aprendem a balizar a educação de seus filhos dentro dessa nova realidade. Assim, tendem a julgar que seus filhos, que têm cada vez mais canais de acesso a uma quantidade inesgotável de informações, estejam prontos para enfrentar situações que exigiriam uma maturidade psíquica que eles ainda não adquiriram durante as fases de infância e adolescência.
Cangelli Filho (1998) argumenta que a adolescência é a fase do ciclo vital em que o indivíduo solidifica sua identidade e, por conta disso, procura obter maior autonomia em relação à família. Porém, como esclarece o autor, a influência da família – por meio de seus valores, modelos e respostas oferecidos aos conflitos que surgem –, continua sendo fator essencial para a formação da identidade do adolescente.
Fica evidente que os maiores confrontos experimentados pelos adolescentes ocorrem em seu íntimo. Silva (1996) destaca que “o sentimento de si mesmo, como ser sexuado, é uma parte central da identidade de cada um”, da mesma forma que “o senso de valor pessoal influenciará diretamente os sentimentos e ações sexuadas da pessoa”. A autora explica que a constituição da identidade sexual não acontece de uma hora para outra, ou seja, desde cedo meninas receberão objetos que estimularão sentimentos de identificação com a mãe e com tudo que gravita em torno do papel feminino, como a dedicação e o afeto para com a casa e a família, e os meninos receberão objetos que estimularão sentimentos de identificação com o homem adulto, com o aspecto heróico e tudo o que caracteriza o papel masculino, como a força e a função de proteger e manter a família.
Costa (1994) afirma que a identidade sexual ou de gênero contém a identidade genital (a sensação de que se tem pênis ou vagina), de gênero (o sentimento de pertencer ao gênero masculino ou feminino) e a afetivo-sexual, que pode ser homossexual, heterossexual ou bissexual (ter consciência de que os sentimentos amorosos e emoções dirigirem-se para alguém do mesmo sexo, para alguém do sexo oposto ou simultaneamente para pessoas de um e de outro sexo).
O mesmo autor explica que, embora a orientação afetivo-sexual seja construída psicologicamente na primeira infância, isto é, até os quatro ou cinco anos de idade, é na adolescência que acontece a consciência desses sentimentos, que só serão confirmados ou não na idade adulta.
Embora a grande maioria assuma postura heterossexual na vida adulta, Müller e Vitiello (2001) destacam que cerca de 6% dos homens e 4% das mulheres são homossexuais, e que um número indefinido, mas aparentemente significativo, direciona seu interesse sexual para pessoas de ambos os sexos. Os mesmos autores descrevem que ninguém acorda um dia e diz “vou ser hetero, bi ou homossexual”. Isso acontece independentemente da vontade consciente.
É na ebulição vivida durante a fase adolescente que tem início as descobertas do próprio corpo relacionadas aos aspectos de sua sexualidade, que vêm à tona as emoções despertadas em seu íntimo pelo contato com o outro, que se evidencia o caráter de urgência que o interesse pelo sexo adquire, mobilizando sentimentos intensos e contraditórios que perturbam os vínculos. É nesse momento também que muitos adolescentes se sentem confusos, atrapalhados, envergonhados ou revoltados, sendo, por isso mesmo, este o momento em que eles mais precisam da compreensão dos pais e de outros adultos.
Trata-se de um momento no qual o adolescente se volta essencialmente para o próprio corpo, descobrindo suas sensações e o prazer provocado pela masturbação. Entretanto, embora boa parte de nossa sociedade atual já aceite a masturbação como uma atividade normal e até benéfica para a vida sexual de homens e mulheres, ainda há uma disparidade na aceitação desse comportamento entre meninas e meninos, sendo que as meninas continuam sendo mais reprimidas em suas formas de expressão da sexualidade, incluindo a masturbação.
Um trabalho realizado com 30 adolescentes na Casa do Adolescente (ambulatório especializado no atendimento de jovens), que teve o objetivo de avaliar como a adolescente vivencia sua primeira relação sexual e como desenvolve sua iniciante vida sexual, pôde mostrar, na questão que avaliava a atividade masturbatória das meninas, que 76,6% delas manifestavam-se negativas à idéia da masturbação, externando declarações de aversão a essa prática, como por exemplo, “É nojento...” (Takiuti et al 2003).
Ao considerarmos o desenvolvimento tanto de meninos quanto de meninas, verifica-se que a criança descobre muito cedo as sensações agradáveis produzidas pelo toque, os meninos no contato manual com o seu pênis e a menina, com os lábios da vulva, e as tentativas de reprodução dessas sensações serão naturais e instintivas no futuro. Porém, as meninas se mostram menos curiosas em relação aos seus órgãos sexuais que os meninos, uma vez que os órgãos femininos são menos expostos que os masculinos e as meninas não vivem a experiência concreta de excitação como ocorre com os meninos, que experimentam o fenômeno da ereção. Além disso, os condicionamentos culturais atavicamente utilizados para reprimir o desejo sexual feminino também contribuem para que a masturbação seja menos buscada pelas mulheres.
Assim, a adolescente tende a chegar ao início de sua vida sexual menos familiarizada com o próprio corpo, preenchendo sua falta de informação com mais idealizações a respeito das outras pessoas e do relacionamento amoroso, enquanto o jovem adolescente, mais conhecedor de seu próprio corpo, tende a procurar repetir no relacionamento sexual com outras pessoas o prazer experimentado com a atividade masturbatória.
Afinal, a sexualidade desvinculada de tabus sócio-culturais e de sua função reprodutiva ainda é um comportamento recente no cenário da civilização humana. Se, por um lado, o que foi chamado de revolução sexual na década de 60 – desencadeada principalmente pelo advento da pílula anticoncepcional, que desvinculou o prazer sexual da reprodução – mostrou certa pobreza na vivência sexual do passado, marcada tanto pela carência de conhecimento acerca da anatomia e da fisiologia envolvidas na atividade sexual humana como pela falta de permissão moral para a livre expressão da sexualidade, hoje, o cenário que envolve a sexualidade em nossa sociedade – que restringe o prazer às relações sexuais –, encoraja a busca pela satisfação a qualquer preço.
Adolescentes têm se lançado às experiências sexuais sem ponderar certos fatores imprescindíveis, como a necessidade do uso de métodos contraceptivos, em especial a camisinha, que, além disso, serve como barreira para a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, entre elas a Aids, e que por isso seu uso tem sido estimulado, realidade que é possível ressaltar no texto de Bruns e Santos (2001).
Em relação à gravidez na adolescência, Reis (2002) destaca que, em décadas passadas, notadamente até meados do século XX, era comum as mulheres iniciarem sua vida sexual e ter filhos ainda durante a adolescência. A principal diferença que se observa com relação à época atual é que, antigamente, por estarem vigentes outros padrões familiares, as meninas engravidavam com o respaldo de uma situação familiar, em geral, muito mais protetora do que a de hoje. A maioria engravidava dentro de um casamento que, ainda que precoce, se adequava ao padrão de expectativa da época e tinha ao seu lado o apoio do marido e quase sempre também dos avós da criança.
Corrêa (2003) lança a questão do por quê da gravidez e a maternidade na adolescência terem alcançado tamanha notoriedade no último quartel do século XX, se esses são considerados fenômenos tão antigos quanto a História. O próprio autor formula algumas hipóteses, reiterando a “incidência cada vez mais desvinculada do casamento ou mesmo de quaisquer outros arranjos informais de união”, acrescentando que nesse “mesmo período edificou-se uma percepção coletiva sobre a necessidade de expansão temporal para a preparação do indivíduo a adequados incorporação e manejo dos papéis sociais pertinentes à fase adulta”.
Embora as transformações sociais ocorridas, principalmente da metade do século XX para cá, tenham demonstrado que o modelo tradicional do ciclo de vida familiar, que garantia lugares definidos para homens e mulheres vem se tornando desatualizado, Silva (1996) aponta para o fato de que, em nossa sociedade, as jovens carentes econômica, emocional e culturalmente e sem expectativas de um desenvolvimento pessoal e profissional promissor possam encontrar na maternidade o tão exclusivo e antigo ideal de auto-afirmação, que se encontra dormente em cada mulher.
Assim, observando o cenário até aqui exposto e todas as considerações relevantes descritas, as quais certamente não esgotam o tema que envolve adolescência e sexo, fica claro que, face às contínuas mudanças no ambiente sócio-cultural através do tempo, também são exigidas assimilações e acomodações constantes na visão do observador, também ele inserido numa macrodinâmica social e econômica.
Desta forma, os sentimentos despertados diante das mais variadas questões ligadas a expressão da sexualidade na adolescência devem ser percebidos por profissionais da saúde, educadores, famílias e comunidade como sinais que convidam a uma atuação mais acolhedora do jovem nessa fase de desenvolvimento. Como preconiza Takiuti (2001), a adolescência “é uma fase de perguntas e dúvidas” que se “não forem ouvidas, discutidas e esclarecidas com liberdade e sem preconceitos poderão tornar-se ansiedades, angústias e frustrações – e assim contribuir para inserir essa população nas fileiras dos grupos de risco mais vulneráveis aos problemas do mundo atual”.
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Margareth de Mello Ferreira dos Reis - É terapeuta sexual e de casais no Instituto H. Ellis-SP e psicóloga colaboradora na Casa do Adolescente – Programa de Atendimento à Saúde Integral do Adolescente da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo |
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